A falha de segurança identificada como CVE-2026-85097 foi confirmada como em exploração ativa na prática, de acordo com a Patchstack, empresa especializada em monitoramento de vulnerabilidades em WordPress. O plugin Bricksforge, amplamente adotado para criação de layouts avançados, apresenta uma brecha que possibilita a usuários sem credenciais fazer upload de arquivos PHP e executá‑los no servidor, configurando um cenário de execução remota de código (RCE) de gravidade máxima.
Historicamente, o ecossistema WordPress tem sido alvo frequente de ataques devido à sua popularidade e ao grande número de extensões de terceiros. O Bricksforge, lançado em 2022, ganhou destaque por oferecer recursos de design sem a necessidade de conhecimento avançado de programação. Entretanto, a ausência de validações rigorosas no processo de upload de arquivos acabou gerando a vulnerabilidade que agora recebe a classificação CVSS 10.0, a mais alta possível, indicando risco crítico para qualquer instalação vulnerável.
Na prática, a exploração afeta sites que utilizam versões do plugin que ainda não receberam correções ou que permanecem desatualizadas. Organizações que dependem do Bricksforge para a presença digital de marcas, lojas virtuais e portais de conteúdo podem ter seus servidores comprometidos, permitindo que invasores instalem backdoors, roubem dados sensíveis ou utilizem a infraestrutura para ataques a terceiros. Até o momento, a Patchstack não divulgou números precisos de sites comprometidos, mas a natureza da vulnerabilidade sugere que o alcance pode ser significativo, considerando a base de usuários do WordPress.
Do ponto de vista técnico, a falha reside na falta de verificação adequada do tipo de arquivo enviado por meio da funcionalidade de upload do Bricksforge. O código responsável aceita extensões que não são restritas a imagens, permitindo que um atacante envie um script PHP disfarçado de imagem ou outro formato aceito. Uma vez armazenado no diretório de uploads, o arquivo pode ser invocado diretamente via URL, desencadeando a execução do código arbitrário no contexto do servidor web. Essa cadeia de exploração não requer credenciais de administrador, o que elimina barreiras tradicionais de acesso e acelera a compromissão do site.
Em resposta a esse cenário, a equipe de desenvolvimento do Bricksforge já anunciou a disponibilização de uma atualização corretiva que inclui validações de extensão, verificação de MIME type e sanitização de nomes de arquivos. Administradores são orientados a aplicar o patch imediatamente, além de revisar logs de acesso em busca de solicitações suspeitas que possam indicar tentativas de upload malicioso. Para as organizações que ainda não utilizam o plugin, a recomendação é avaliar a necessidade da ferramenta e, caso optem por adotá‑la, garantir que a versão mais recente esteja em operação desde o início. A Patchstack continuará monitorando a exploração e divulgará informações adicionais conforme surgirem novos indicadores.

